TÉCNICA MANUAL FUE

Com a técnica Manual FUE, caíram mais alguns obstáculos que os profissionais ainda enfrentavam na reversão da calvície e alguns “fantasmas” masculinos sobre a cirurgia também desapareceram com o técnologia Manual FUE: dores e cicatrizes na área doadora e o famigerado “cabelo de boneca” na região frontal. Apesar de oferecer vantagens, a técnica Manual FUE evolui com a chegada do robô Artas, que oferece ainda mais vantagens na realização do transplante capilar.

Além disso, a tradicional técnica FUT também tem suas vantagens e continuará sendo muito executada, inclusive combinando-se com a técnica Manual FUE para maximizar os resultados em condições atípicas, criando um método híbrido de transplante capilar. Podemos dizer que o futuro estético dos cabelos masculinos está garantido aos 35 milhões de homens calvos existentes nos EUA, segundo estatística da ISHRS (International Society Hair Restoration Surgery).

Antes da cirurgia, exames laboratorais de rotina pré-operatória são solicitados, incluindo avaliação cardiológica para segurança e tranquilidade do paciente. Para quem usa rotineiramente, é importante suspender o uso de medicamentos anticoagulantes, vitamina E, aspirina, antiinflamatórios e o uso de bebidas alcoólicas 3 dias antes da cirurgia, porque podem favorecer sangramentos.

Fumantes também devem descontinuar ou reduzir o cigarro 5 dias antes.

A internação no Day Hospital para a cirurgia pode ser realizada no dia anterior à noite, ou então, antes das sete horas da manhã no dia da cirurgia.

Na sala de fotografias são tiradas fotos de vários ângulos da sua cabeça para constar em arquivo e servir para comparações futuras.Ao dar entrada no hospital, a equipe de enfermagem revisa os exames e encaminha para o anestesista, enquanto o paciente toma um banho e lava os cabelos com xampu, coloca o roupão antes de ir para a sessão de fotos.

Em seguida, o Dr. João Carlos Pereira confere a estratégia cirúrgica da restauração capilar estabelecida no dia da consulta em comum acordo com os objetivos do paciente, além de esclarecer alguma dúvida existente. O consentimento operatório é assinado pelo paciente e o Dr. João Carlos começa a desenhar cuidadosamente as linhas frontais e a extensão do transplante. Ao final, o paciente confere num espelho se está de acordo com seu desejo. Você pode analisar e pedir para alterar antes de prosseguir. Após a assinatura do consentimento, o paciente é encaminhado para o Centro Cirúrgico, onde é recebido pela equipe do Dr. João Carlos Pereira.

A cirurgia do transplante de cabelo pelo método FUE PARCIAL dura normalmente seis horas. As megassessões cerca de 10 horas.

O procedimento é extremamente técnico e delicado, exigindo muita habilidade e experiência dos profissionais que estão atuando. O Dr. João Carlos Pereira está presente em todas as cirurgias e faz parte da sua equipe: um médico assistente, um anestesista, duas enfermeiras, quatro auxiliares de enfermagem e uma circulante de sala, num total de dez profissionais.

O Centro Cirúrgico é privado e equipado com a mais avançada aparelhagem para oferecer segurança, além de estar aberto somente para cirurgias de restauração capilar para evitar contaminações.

Todo material cirúrgico utilizado é descartável.  E os instrumentos são criteriosamente esterilizado em autoclave ou óxido de etileno, de acordo com o tipo de instrumental ou aparelho.

Durante o procedimento, o paciente fica dormindo superficialmente e é totalmente monitorado pela aparelhagem (foto 1), para maior conforto e segurança.

Depois de raspar os cabelos com máquina zero (foto 2) na área onde vão ser retiradas as Unidades Foliculares (UF), é realizada a anestesia local que dura durante todo o procedimento. Alguns minutos após a anestesia local, iniciamos a retirada das unidades foliculares, uma a uma, com o auxílio de um microaparelho americano.

Os enxertos colhidos na área doadora são colocados em solução americana especial que imita os fluídos do nosso corpo e que ajuda a conservar por longo tempo os enxertos, enquanto não são implantados, além de temperatura adequada que garante sua sobrevivência. Através de microscópios estereoscópicos, uma equipe de enfermeiras treinadas vão preparando e selecionando os enxertos para colocação na área calva. Antes de iniciar as perfurações no couro cabeludo da área receptora, o local é anestesiado.Cuidadosamente, o Dr. João Carlos Pereira  realiza as perfurações com microinstrumentos para evitar marcas na pele e determina a distribuição e densidade dos enxertos, além de ajustar o ângulo de inclinação durante a colocação para conseguir um aspecto totalmente estético e natural. Diferencial importante de suas cirurgias quando comparadas a outras.Uma vez realizada as perfurações, os enxertos começam a ser implantados um a um (foto 3), considerando seu número de folículos. Os “singles grafts” enxertos de um fio são locados na borda frontal, enquanto os demais distribuídos na região planejada para o transplante. Terminada a colocação das “mudas”, é realizada uma revisão minuciosa, depois uma limpeza geral e ai é colocado uma bandagem protetora.

À noite, pode ser indicada uma medicação para ajudar o paciente a dormir. O antibiótico é iniciado. Analgésicos somente quando necessários. Na técnica  FUE dificilmente ocorre dor no pós-operatório. Medicações interrompidas antes da cirurgia só são retomadas depois do terceiro dia da mesma, assim como o fumo.

Bebidas alcoólicas somente depois que terminar o antibiótico. Na manhã do dia seguinte a bandagem é removida e os cabelos são lavados com shampoo. Em seguida, o paciente já pode tomar banho. Os cabelos só podem ser lavados, com muito cuidado, no terceiro dia do pós-operatório. Utilize um chuveirinho nas primeiras vezes. Cuidado com duchas muito fortes.

A temperatura da água deve ser temperada. Evite água quente. Os cabelos só podem ser penteados ou escovados após o 10 dia. Tinturas estão liberadas após 2 semanas. Nas primeiras 4 noites é aconselhável o paciente dormir com a cabeça elevada, semi sentado, para evitar inchaço facial intenso.

Ao contrário dos transplantes com a tradicional técnica FUT (corte e pontos) em que os cabelos cobrem os pontos facilmente, na  FUE isso nem sempre é possível. Ocorre que na Técnica FUE é raspada uma faixa de 4 cm de largura que vai de uma orelha a outra passando pela nuca.

Nem sempre o paciente está com os cabelos longos o suficiente para encobrir essa área, ficando exposta por uma semana, quando já não se observa mais qualquer sinal de cirurgia no local. Logo após a cirurgia pode ser visto pequenos furinhos a cada 3 a 4 mm no couro cabeludo raspado e que desaparecem em poucos dias, constituindo uma micro-crosta (casca) no local e que cai em uma semana. Alguns pacientes usam um boné ou chapéu para encobrir e disfarçar a região quando estão em público. Quando o paciente opta por fazer uma megasessão, somos obrigados a raspar toda a cabeça para realizar a cirurgia. São removidas UF em toda extensão da área doadora (área onde os cabelos não apresentam hereditariedade para a calvície) que é nas regiões laterais e posterior da cabeça.

Os pacientes podem retornar às atividades normais do dia a dia em 48 horas após sua restauração capilar. Exposições solares, atividades físicas e esportes individuais estão liberados após 5 dias, enquanto que esportes coletivos, somente após 3 semanas. Não esquecer de aplicar filtro solar com FPS superior a 30 em gel antes e durante as exposições solares para evitar queimaduras no couro cabeludo que podem comprometer a cirurgia. Depois de dez dias as crostas existentes, onde foram colocados os cabelos, começam a cair e em poucos dias não têm mais nada, inclusive os cabelinhos implantados também caem. Após 90 dias, os cabelos implantados começam a nascer 1 cm por mês. Com 8 meses, já dá para começar a pentear os cabelos transplantados.